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Aveiro em 2 dias: uma viagem pela "Veneza portuguesa"

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Aveiro em 2 dias: uma viagem pela "Veneza portuguesa"

Aveiro em 2 dias: uma viagem pela "Veneza portuguesa"

Conhecida como a "Veneza portuguesa", Aveiro é uma das mais bonitas cidades de Portugal. 

Elevada a cidade em 1759 por Alvará Real de D. José I, Aveiro é marcada pela forte presença da atividade e piscatória e por ser a cidade-museu da Arte Nova portuguesa, a par de cidades como Barcelona, Bruxelas, Budapeste, Glasgow, Helsínquia ou Havana.

Para lhe dar a conhecer esta pitoresca cidade, a CARFAST desenhou um roteiro de 2 dias com alguns dos pontos a não perder!


COMO CHEGAR? 

Alugue uma viatura na CARFAST! Sugerimos recolher a sua viatura na agência da Maia e, assim, tem pela frente cerca de uma hora de viagem

Sugerimos como ponto de chegada o parque de estacionamento do Centro de Congressos de Aveiro - é gratuito ao fim de semana e um excelente ponto de partida para visitar esta bela cidade!




Na mala: Confirme a previsão meteorológica: Aveiro é uma cidade ventosa e um casaco é aconselhável! Em dias de chuva, nada melhor que um bom impermeável: o vento pode ser implacável com o mais reforçado dos guarda-chuvas! 


Na viagem: Ao circular pela A25, vá prestando atenção aos pórticos e postes de iluminação da autoestrada e das redondezas: podem observar-se vários ninhos de cegonhas brancas, uam espécie que prospera nesta região! 



A Ria de Aveiro é o coração da cidade: para além de ser um grande motor económico da região, determinou a riqueza da gastronomia, a história e o património histórico e religioso. À chegada, encontrará imediatamente um dos mais bonitos “postais” desta cidade: o Centro de Congressos de Aveiro situado na antiga Fábrica de Cerâmica Jerónimo Pereira Campos.



Ao virar de costas, a vista da Ria com o Hotel Meliá à esquerda e as várias pontes e moliceiros que cruzam o rio é um convite a descobrir.



Ainda antes de partir a conhecer a Ria, sugerimos visitar um das mais recentes pontos de destaque da cidade: a escadaria "I Love Aveiro".

Esta escadaria foi decorada em 2013 pela Agora Aveiro através do projeto internacional “Art and Trust” e rapidamente se tornou num dos pontos de destaque para todos os locais e visitantes da cidade. 



Ao seguir pelas margens da Ria, ao longo do Canal do Cojo, pode encontrar do lado direito o Mercado Municipal Manuel Firmino onde se pode abastecer de fruta fresca ou fazer uma pausa na esplanada para um café ou um petisco. Atravesse pela Ponte dos Laços da Amizade, uma reinterpretação da típica ponte dos cadeados parisiense mas que, em vez dos amores, celebra os laços de amizade que passam pela cidade!



 


Do outro lado da Ria, um spot irresistível para quem gosta de compras: o Fórum Aveiro, o primeiro centro comercial ao ar livre de Portugal. O bónus? Suba as escadas até ao topo do shopping e vai descobrir o Jardim das Oliveiras, um espaço verde com uma vista priveligiada do centro da cidade.






Ao chegar ao fim do shopping encontra o Edifício da Capitania, também conhecido como Casa dos Arcos. De frente para o edifício da Capitania, na ponte sobre a ria, estão quatro estátuas que representam figuras típicas do trabalho e das festas da cidade: o Marnoto, a Salineira, o Fogueteiro e a Parceira do ramo.




Chegou a altura de experimentar uma viagem pela Ria a bordo de um dos típicos moliceiros! Os moliceiros são os barcos típicos da cidade de Aveiro, outrora ousados para ajudar na apanha do moliço, uma alga utilizada para fertilizar os terrenos agrícolas, mas que hoje funcionam maioritariamente para turismo. São um reflexo da arte e cultura piscatória e estão amplamente decorados com motivos coloridos, inspirados nas tradições e , muitas vezes, atrevidos!


Aproveite a campanha CARFAST e usufrua de uma viagem de moliceiro gratuita para 2 pessoas!

(Para mais informações contacte-nos através do e-mail reservas@carfast.pt ou do telefone +351 252 100 029). 


 



É altura de deixar a ria (momentaneamente) para trás e se embrenhar nas ruelas Aveirenses! Se seguir para a direita do Edifício da Capitania encontrará ruas onde se pode perder pelo comércio local, durante o dia, ou pelos bares durante a noite. É o coração da vida noturna universitária da cidade durante a semana e mais ocupada pelos locais ao fim de semana.


 


O próximo ponto que merece uma visita é o Mercado do Peixe, inaugurado em 1904 e que recebeu o nome de José Estêvão, jornalista e político, veterano das lutas liberais. Continua a operar como mercado durante o dia e tem ainda um restaurante no piso superior. A sua estrutura de ferro forjado emoldura a Praça do Peixe, um centro de restauração e comércio e o ponto de encontro da vida noturna da cidade. 



No fundo do Cais dos Botirões encontra uma das pontes mais famosas da cidade: a Ponte dos Botirões, ou Ponte Pedonal Circular de Aveiro, mais conhecida pelos locais como Ponte do Laço. 

Esta ponte, da autoria do arquitecto Luís Viegas e do engenheiro Domingos Moreira e inaugurada em 2006, une as quatro margens de dois canais, S. Roque e Botirões. 

Vale a pena vaguear pelo canal: o cheiro de mar imprega-nos as narinas e o coração e a arquitectura das casas que compôem o Bairro à Beira Mar completam o cenário perfeito para um lento passeio. 




A menos de 100metros da Praça do Peixe encontramos a Capela de S. Gonçalinho. Foi construída em 1714 em honra a S. Gonçalo, a quem é atribuído o poder de curar doenças ósseas e a resolver problemas conjugais. 

No domingo mais próximo do dia 10 de janeiro realizam-se os festejos em honra de São Gonçalinho, uma das festividades mais caricatas do país. Os fiéis do santo fazem o “pagamento” de promessas, que consiste em atirar de cavacas (bolos secos feitos de claras de ovos, farinha e cobertos de açúcar), a partir do corredor lateral que circunda a cúpula da capela, em direcção à população que tenta apanhar estes doces típicos, servindo-se de vários utensílios como redes de pesca ou mesmo guarda-chuvas do avesso. 


 



Ainda no Bairro à Beira Mar, “acanhada” entre duas pequenas casas, está a Capela de S. Bartolomeu.

Provavelmente não conseguirá visitar o interior, onde poderia encontrar uma figura de S. Bartolomeu a dominar o diabo com uma corrente, uma vez que a capela está fechada todo o ano, abrindo apenas a 24 de agosto (dia de S. Bartolomeu). Segundo o conhecimento popular, neste dia o santo liberta o "moço" - nome por que é conhecido o diabo - para evitar a sua revolta por estar preso todo o ano. Os crentes acreditam que no dia do santo acontecem muitos acidentes, evitando assim trabalhos perigosos. 


Nenhum roteiro de Aveiro ficaria completo sem falar da Arte Nova

É em torno do Rossio, na margem da Ria onde nos encontramos, que podemos ver um conjunto de interessantes edifícios Arte Nova. As fachadas são decoradas com elementos em ferro forjado a pedra lavrada e impressionam com as suas arcadas e bow-windows amplamente decoradas. Recomendamos ainda uma visita ao Museu Arte Nova!



É altura de experimentar uma das doçarias típicas de Aveiro: as tripas!

Atravesse a Ria em frente ao Edifício da Capitania (à esquerda não perca o painel de Azulejos e o Chafariz dos Arcos) e siga para a direita até encontrar o Tê Zero: uma pequena sala, maravilhosamente decorada com motivos piscatórios e tradicionais onde se comem os melhores exemplares deste doce!






Para terminar o dia em beleza, nada como um pôr do Sol! Sugerimos afastar-se um pouco do centro, seguindo o Canal Central até o Canal das Pirâmides para um belo pôr-do-sol nas salinas aveirenses!

À noite, regresse à Praça do Peixe para um vislumbre da noite Aveirense, entre restaurantes e bares frequentados por locais e turistas. 



2º DIA

Para o segundo dia desta escapadela por terras aveirenses, sugerimos começar por percorrer a Rua de Coimbra, onde vale a pena olhar em todas as direções!



No ponto da rua mais próximo da Ria, pare um momento para observar o Edifício da Ergovisão, mais uma dos edifícios marcados pela Arte Nova, com portas e as vitrinas sumptuosamente decoradas com molduras de pedra esculpida com grinaldas e mascarões.
 
No chão é possível observar a calçada portuguesa, decorada com motivos náuticos. Ao longo da rua existem vários restaurantes, confeitarias e comércio local.
 
Vale a pena fazer uma paragem na Confeitaria Peixinho, a casa mais antiga de Ovos Moles de Aveiro (inaugurada em 1856 e recentemente remodelada) para provar este doce aveirense!
Na rua Dr. Nascimento Leitão, aconselhamos uma visita à livraria Gigões e Anantes. É uma pequena livraria independente de livros ilustrados onde pode encontrar montras sempre criativas e, com certeza, um presente que vai agradar a miúdos e graúdos!
 
A 180metros, na Praça da República encontram-se três pontos de destaque da cidade: a Câmara Municipal, o Teatro Aveirense e a Igreja da Misericórdia, ou seja, Política, Cultura e Religião, que convivem em harmonia rodeando a estátua de José Estevão.


 



O edifício da Câmara Municipal foi inaugurado em 1797, quase 40 anos após a elevação de Aveiro a cidade, e é ainda hoje o coração da atividade política da cidade.
A Igreja da Misericórdia foi finalizada em 1653, com projeto inicial do arquitecto italiano Filipo Terzi e posterior direcção do mestre português Manuel Azenha. A fachada é impressionante, com um grandioso portal com ornamentos em pedra calcária e um revestimento de azulejos. No interior, os azulejos têm novamente protagonismo, destacando-se ainda a abóbada da capela mor em pedra de Ançã, material abundante na região.
 
Na Praça do Marquês de Pombal encontramos vários edifícios de grande importância na cidade: o Tribunal da Comarca de Aveiro, o comando Distrital da PSP, a Igreja de S. João Evangelista e ainda o Tribunal Administrativo e Fiscal de Aveiro, que ocupa agora as antigas dependências do Convento das Carmelitas.
À volta da praça, procure o seu signo do Zodíaco representado em calçada portuguesa, uma proposta do artista António Quadros.



A próxima paragem é a Avenida Santa Joana onde se depara com a Sé  / Catedral de Aveiro, também referida como Igreja de São Domingos de Aveiro, cuja origem remonta ao séc. XV. 

Originalmente era a igreja do Convento de S. Domingos e foi convertida em Matriz da paróquia de Nossa Senhora da Glória em 1835. Em 1938 torna-se na Catedral da Diocese de Aveiro por bula do Papa Pio XI executada por D. João Evangelista de Lima Vidal.



Do outro lado da rua, no antigo Mosteiro de Jesus, encontra-se o Museu de Aveiro ou Museu de Santa Joana.
Este museu é conhecido pela coleção de obras de arte sacra e tem como elemento de destaque o túmulo da Santa Joana Princesa, a padroeira da diocese.
É de notar também que foi daqui, das mãos das freiras que aqui cumpriam os seus votos, que saiu a receita dos ovos moles de Aveiro!


 



Se já apetece descansar um pouco, o próximo ponto que sugerimos é o Parque da Cidade, também conhecido como Parque Infante D. Pedro. Os locais conhecem ainda este parque pelo nome de Parque da Macaca, já que, diz a lenda, costumava ter uma gaiola circular e outra retangular com aves e macacos.


Esta zona verde foi construída numa antiga propriedade dos frades franciscanos. A ribeira que atravessava o parque foi aproveitada para a construção de lagos e fontes, rodeados pelo arvoredo. No parque encontramos a maravilhosa escadaria e fonte decorada com painéis de azulejos e ainda um coreto em ferro ao estilo da Arte Nova.
Recentemente foi construído um passadiço que atravessa para o Parque de Santo António, uma extensão do Parque Infante D. Pedro e que conta com espaços verdes, lagoas e ainda campos de ténis.


 

 



Finalmente, não há como falar de Aveiro sem mencionar a Universidade.


Inaugurada no ano letivo de 1974 / 1975 com o curso de Eletrónica e Telecomunicações, a Universidade de Aveiro ganhou notoriedade, não só pela qualidade do ensino, mas também pela importância arquitectónica do Campus Universitário de Santiago, já que é palco de obras de arquitectos renomados como Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto Moura, entre outros.
Vale a pena deambular pelo campus, amplo e aberto onde é possível vislumbrar a Ria. Experimente subir a escadaria conhecida como Fotossíntese para… bem, fazer fotossíntese! Usufrua do sol aveirense e de uma vista desimpedida para o campus.



Atravessando o campus e passando o depósito de água em betão armado (projetado por Siza Vieira), convidamo-lo a atravessar a Ponte do Crasto - uma estrutura projetada por Carrilho da Graça que liga a zona de Santiago à de Agra do Crasto — separadas por um braço da ria (esteiro de São Pedro). Vale a pena demorar-se por aqui e usufruir da vista desimpedida para umas fotos memoráveis!








ONDE COMER

ONDE DORMIR

IMPERDÍVEL

Cais do Pescado

O Bairro

Salpoente

Melia Ria Hotel & Spa

Veneza Hotel

Hotel Afonso V

Experimentar as tripas aveirenses e os típicos Ovos Moles
Uma viagem de moliceiro
Um olhar atento pela Arte Nova




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  • 09 Jul, 2020